A Ordem Canônica pra se jogar Resident Evil
Anderson Rocha
Redação ClubVip
Antes de você carregar sua primeira Beretta e decidir se prefere o Chris ou a Jill, precisamos fazer uma viagem no tempo para entender que o apocalipse zumbi não nasceu por geração espontânea. Se você acha que a história da franquia começa em 1996, está redondamente enganado e precisa de uma aula de história gamer urgente.
A verdadeira gênese de tudo atende pelo nome de "Sweet Home" (Mamiya-shiki), um RPG de terror lançado em 1989 para o Famicom (o nosso Nintendinho) e baseado em um filme de terror japonês homônimo. O que pouca gente sabe é que a Capcom foi contratada para fazer o jogo do filme e, sob a direção de Tokuro Fujiwara, acabou criando o DNA que define o gênero até hoje. Sabe aquela sensação de desespero ao ver o inventário cheio? Aquelas portas que demoram uma eternidade para abrir e te deixam suando frio? Aquela mansão que é, por si só, um personagem cheio de armadilhas e puzzles que desafiam a lógica? Tudo isso nasceu em Sweet Home.
Originalmente, o projeto que viria a ser o primeiro Resident Evil (ou Biohazard no Japão) foi planejado para ser um remake direto de Sweet Home. No entanto, devido a problemas de licenciamento com os direitos do filme, Shinji Mikami e sua equipe tiveram que "improvisar". O resultado foi a troca de fantasmas japoneses por armas biológicas da Umbrella, transformando o sobrenatural em ciência maligna. Eles mantiveram a estrutura da mansão claustrofóbica, o gerenciamento de recursos escassos e a atmosfera opressora, mas elevaram o patamar visual com os famosos cenários pré-renderizados que traumatizaram toda uma geração de donos de PlayStation 1.
Entender essa transição de um "remake espiritual" para uma franquia bilionária é fundamental para apreciar a ordem canônica. A Capcom não apenas criou um jogo; ela estabeleceu uma linguagem cinematográfica para o terror nos videogames. Por isso, antes de apertar o "Start" e enfrentar o Nemesis ou a Lady Dimitrescu, é preciso respeito pelo passado. Agora, prepare o seu estoque de ervas verdes (as de cura, por favor), organize seus pentes de munição e acompanhe a cronologia real para não se perder nessa teia de conspirações globais:
1. Resident Evil Zero
A Rebecca Chambers descobre que ser dos S.T.A.R.S. é o pior estágio do mundo. Ela se junta ao Billy Coen e descobrimos como a Umbrella é péssima em seguir normas da ANVISA.
2. Resident Evil 1 (Remake)
O clássico na Mansão Spencer. Chris "Murro em Pedra" Redfield e Jill "Mestra das Chaves" Valentine. Se você não tomou o susto do cachorro na janela, você não teve infância.
3. Resident Evil 3: Nemesis (Parte 1)
Jill tenta sair de Raccoon City enquanto um saco de lixo de 2 metros (Nemesis) grita no ouvido dela. Isso acontece 24h antes do RE2.
4. Resident Evil 2 (Remake)
Leon (calouro azarado) e Claire chegam na cidade. É o auge do caos e onde descobrimos que delegacias americanas parecem museus cheios de puzzles inúteis.
5. Resident Evil 3: Nemesis (Parte 2)
Jill acorda da infecção e termina de explodir a cidade logo após os eventos do RE2. Tchau, Raccoon City!
6. Resident Evil: Code Veronica
Claire vai para uma ilha da Umbrella procurar o Chris. Essencial para entender a vilania dos Ashford e o retorno triunfal (e apelão) do Albert Wesker.
7. Resident Evil 4 (Remake)
Leon agora é o guarda-costas da filha do presidente. Ele vai para uma vila na Espanha onde todo mundo é muito educado ("¡Detrás de ti, imbécil!"). É aqui que o jogo vira ação pura e o Leon ganha o título de Rei do Suplex.
8. Resident Evil: Revelations
Jill e Chris investigam um navio fantasma. Acontecimentos entre o 4 e o 5 que mostram que a Umbrella pode ter morrido, mas a bioterrorismo está só começando.
9. Resident Evil 5
Chris vai para a África com a Sheva. Se você gosta de socar pedras vulcânicas e enfrentar o Wesker no estilo Matrix, esse é o seu jogo. O modo coop é excelente, mas a inteligência artificial da Sheva... bom, reze para ter um amigo humano.
10. Resident Evil: Revelations 2
Claire e Moira Burton em uma ilha prisão. É o elo perdido entre o 5 e o 6, trazendo de volta o Barry Burton e seus diálogos épicos.
11. Resident Evil 6
O "Vingadores" da Capcom. Leon, Chris, Ada e Sherry Birkin em quatro campanhas diferentes. É explosão pra todo lado, Michael Bay ficaria orgulhoso. É o ponto mais baixo do terror, mas o mais alto do caos cinematográfico.
12. Resident Evil 7: Biohazard
A Capcom percebeu que exagerou nas explosões e voltou às raízes. Ethan Winters vai procurar a esposa em uma fazenda no pântano e descobre que a Família Baker não é muito fã de visitas. Terror em primeira pessoa de altíssimo nível.
13. Resident Evil Village (RE8)
Ethan agora está na Europa enfrentando lobisomens, vampiras gigantes de 3 metros (saudações, Lady Dimitrescu) e bonecas assassinas. É a conclusão da saga do Ethan e mistura o terror do 7 com a ação do 4.
14. Resident Evil: Shadows of Rose (Requiem)
A DLC que encerra a saga da família Winters. Rose, a filha do Ethan, precisa lidar com seus poderes e com o passado do pai. É o ponto final (até agora) da cronologia principal.
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